O Ambiente

Arte popular, néon e um terraço muito animado.

Cais do Sodré, à moda de Oaxaca

O Las Ficheras abriu num edifício estreito e de tecto alto na Rua dos Remolares - o tipo de espaço lisboeta que antigamente era uma tanoaria. Mantivemos as marcas do reboco, acrescentámos cobre e entregámos as paredes a pintores. O resultado é ruidoso: luchadoras, cravos-de-defunto, santos, um cato do tamanho de uma porta.

O nome é uma piscadela de olho aos cabarés da Cidade do México - lugares onde a música, a bebida e a comida nunca se separaram bem. É nesse registo que cozinhamos. Nada de silêncio de museu, nada de preciosismo.

Vinte e dois lugares lá dentro, doze no terraço. O almoço é rápido e económico. O jantar é longo. Depois das 22h30 as luzes baixam, os discos tocam e os tacos continuam a sair até à uma da manhã.

A parede mural pintada à mão dentro do Las Ficheras
Prateleira com alebrijes de arte popular mexicana
Detalhe do letreiro de néon sobre o bar

Três salas, três ambientes

Rés-do-chão

A Sala do Mural

Doze lugares virados para a parede pintada. Ideal para dois a quatro, melhor depois de escurecer.

Bar

A Cantina de Cobre

Oito bancos, quarenta rótulos de agave, sem necessidade de reserva. Entre e peça uma prova.

Exterior

O Terraço

Doze lugares na Rua dos Remolares, mantas no inverno, por ordem de chegada depois das 22h30.

A Cozinha

Quem cozinha o seu jantar

Uma pequena brigada mexicano-portuguesa. Moles e adobos são feitos na casa a partir de chiles secos inteiros; o pato do enchilada da casa é curado, estufado e desfiado ao longo de três dias.

HC

Chef Executivo

14 anos entre a Cidade do México e Lisboa.

BM

Gerente de Bar

Mezcalier certificado, quarenta rótulos e a contar.